terça-feira, 10 de setembro de 2013

A prosa e o poema

Deita tuas linhas em meus versos,
deixa que minhas estrofes abracem teus parágrafos,
e então
haverá rima na tua prosa
e verdade em meu poema.

Mas não, não serão vida,
viverão enquanto sonho,
seja sonhado,
seja vivido,
sonho.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Eu me perco em mim

é tanto amor pelas ruas que eu me perco em mim.
é tanta prosa nua, que esqueço de meus versos chinfrim.
é tanta calça curta,
é tanta água turva,
que eu não me vejo em mim.

é tanto medo latente,
de ter apego por gente
que eu me perco de mim.
Aposento minha poesia
me embriago em qualquer botequim.

Rego com cerveja,
alimento com vinho
curo com cachaça,
a cegueira de mim
a falta de qualquer "ti".

Diagnostico:
Contigos faltam em mim.

domingo, 26 de maio de 2013

Monogâmico adúltero

Mais uma sexta-feira na vida do trabalhador. Mais um fim de mês agoniante de dinheiro curto, expectativa das contas chegarem e chegar também a certeza de que o herdeiro de suas agonias não estava a caminho do mundo.

A barba já crescida e emaranhada era quase um benefício trabalhista por se pendurar nos edifícios em construção que começavam a fazer parte da orla da cidade. Além, é claro de lá de cima observar as banhistas em seus poucos trajes e gosmas bronzeadoras deitadas na praia.

Amigado há 3 anos com uma vendedora que pelos mesmos 3 anos antes de dormir deixava pronta a sua marmita e de vez em quando até um bolo para sobremesa, que no começo parecia comida de cachorro que só era encarado pelos pedreiros que realmente faziam jus à fama alimentar da profissão.

Suzana, a companheira, todo dia tinha alguma história para contar da caixa da loja que não fazia jus ao diploma de ensino médio completo quando resolvia falar, e toda semana escolhia um dia para levantar o “marido” do sofá para dar banho no cachorro. Um pastor alemão que teve a mãe de raça estuprada por um vira-lata que conseguiu pular o muro da casa, incentivado pelo cheiro que ela exalava naqueles dias. Mazelas do reino animal que ainda existia entre os racionais (?).

O cachorro era um companheiro de todas as folgas que rendiam algumas caminhadas pelo bairro, também segurança da casa, que com muito suor tinha um micro-ondas, geladeira, fogão, um computador velho, Dvd-player, e uma boa televisão onde os dois assistiam juntos aos jogos do Santa Cruz enquanto bebericavam uma cerveja, sim, o cachorro sempre pedia uma cervejinha na tigela, para acompanhar o dono, e latia quando ele gritava gol.

Mas esta sexta-feira mudou tudo.

Com pouco dinheiro ele foi com um amigo da obra bater um papo e resenhar sobre o jogo da final do campeonato que se aproximava. Com pouco dinheiro pediram de entrada a econômica e potente dose de pitú. Um real. Com cinco reais de cada eles já eram comentaristas internacionais e falavam sobre os jogos da Champions League.
Nesse dia ele só chegou em casa às 3h da manhã, sem muitas lembranças do que aconteceu depois que chegou em casa.

Acordou com um tapa enfurecido nas costas, pelado no sofá. Mal abriu o olho, Suzana esbravejava com uma bolsa abarrotada nas mãos, lhe xingava de todas as formas que existiam e até inventava comparações pejorativas inéditas.

- “Que marcas são essas nas suas costas ? Cabra safado ! Vou levar tudo, fique com essa sua nêga nova !” 

Ele não entendeu nada, sentou pelado no sofá, viu ela jogar o porta-retratos com a foto deles na parede, colocar a bolsa nas costas, abrir a bíblia perto do aparador próximo a porta e retirar o dinheiro que era a contribuição dela para as contas do mês, colocar a corrente no cachorro e abrir a porta.

Partiu sem fechar a porta, que ficava de frente à porta da vizinha. Uma velha fofoqueira que já estava olhando pelo olho mágico o barraco. Depois ainda sem entender muito, levantou-se e fechou a porta, pelado, para horror da velha que só aí se retirou do outro lado da porta e foi tomar o café da manhã já entusiasmada com a história que tinha em mãos para disseminar pelo bairro.

No fim do dia ele sentou na privada depois de comer uma gororoba que ele fez para matar a fome e sentiu uma dor incomum nas costas. Era bem onde estavam os ferimentos, olhou para a tampa da privada e percebeu o que tinha acontecido.

Ao chegar em casa de madrugada, tirou a roupa para se aliviar já que geralmente as bebidas mais fortes lhe causavam problemas digestivos rapidamente e lá deve ter dormido uma parte da madrugada encostando com toda a força as costas na tampa de plástico que em certa medida era cortante, antes de, provavelmente como sonambulo, deitar no sofá sem ao menos dar descarga no artesanato.

Depois que constatou o que aconteceu, lembrou que no dia seguinte era o jogo da final do campeonato e o Santa Cruz poderia ganhar o título num jogo contra o maior rival novamente.

- “Bosta! Ela levou o cachorro.”

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A rolha e eu

Era uma noite,
uma porra duma estrela não brilhava
eu tava liso, 
nem uma variedade de bebida gotejava.

Me embrenhei armários a dentro,
cada segundo mais sedento
mas só via miojo, alho e coentro.

Era uma noite,
mais para madrugada.
E aquela sede soava como açoite
na busca da garrafa entocada.

Me pus escada acima
só para continuar a rima.
E não é que a bandida
tava ali mesmo escondida.

Depois de encontrada a peleja tava feita,
eu contra aquela rolha miserenta.
Meu sacarrolha da década de 30
contra aquela vedação argentina.

Para lá, para cá
nada cá, nada lá.
A rolha maldita não mexia
e minha paciência se esvaía.

Pedi ajuda a sabedoria milenar da cabala,
fiz um cabalalá, lerê lerê
e nada.
E a sede continuava apertada.

Foi então que resolvi como bom nordestino,
peguei uma peixeira,
estoquei de lá, estoquei de cá,
e aquela rolha foi se soltando
e eu rindo como um menino
vi ela pular para fora
e finalmente saciei a minha sede,
de algo para me apagar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pensamentos - Juras

Quem pede juras de amor é iniciante nas questões de romance, ou vive bem de ilusão. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Brincadeira no céu


Ela pensa que se esconde.
Olha ela ali
brilha tanto
que sem querer
se entrega.
Nos entrega
toda sua luz,
encantamento
e sem saber
nos seduz.
Sentinela
de romances mil.

Ela pensa que se esconde
por trás dessas nuvens negras
parece que se esquece
de seu reflexo nas águas turvas
iluminando os pescadores mais corajosos
ou o vazio mais tenebroso.

Beleza do intocável ,
pois quem a toca não mais lhe vê.

domingo, 24 de março de 2013

Dos rabiscos

Vai ver
tudo são fragmentos.
Tudo tem significado
na fragmentação da história
e na interseção das artes.
Nada é beleza.

Tudo é significado de algo
parido pelo tempo
na multidão de personagens.
Vultos de criatividade
sem expressão a mais
que presentear com a significação
de qualquer fragmento passado,
presente
ou contornos de futuro.

Vai ver signifique algo para quem não os viveu.
Isso cabe a quem quer que seja que não seja eu.
O que me cabe é parir.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sobre estar liso no fim de semana

- Ah, é bom que varia (fica sem beber) - disseram -.
- Ah, mas eu vario. Quando estou com pouco dinheiro vou de Skol, quando a situação está melhor já dá para ir numa Bohemia ou Heineken, quando a situação tá confortável dá para ir com um Vinho legal, quando o negócio tá bom aí cabe aquele Whisky responsa ou aquela vodka da boa.
Mas quando tô liso mesmo, vou para a mesa de algum amigo e bebo o que ele me servir, desde que tenha álcool. Respondi.

domingo, 10 de março de 2013

Mulher

(ou:  Negócio, jogo ou passatempo )


Um passo após o outro,
e elas demonstram o que querem,
certas vezes muito do que são.

Algumas arrastam os pés,
outras dão passos largos,
passos cruzados, passos ligeiros,
passos e rebolados.

Pernas,
grossas, finas, musculosas,
escondidas ou à mostra.
Talvez, alguma vez na vida
tatuadas.
Um laço vermelho marcado na pele branca.
Imagem marcada na memória.

Enquanto passo pelos passos
as mãos pendem no ar
e nelas está a natureza na ausência das cores,
ou um rosa meigo, um mais gritante,
um calmo azul, mórbido preto,
desenhos, brilhos,
ou talvez um vermelho intenso.

Nos pulsos
apenas o pulsar,
talvez alguns penduricalhos,
opacos, trançados, tatuados
ou brilhantes em demasia.

Cintura,
pele a mostra,
ou na moda da saia alta,
um cinto largo, talvez um fino.
Cabe até brilho numa vistosa fivela.

Seios,
podem não ser a preferência nacional,
mas é a minha.
Não diz muita coisa,
mas provoca algumas outras.
Perdidos nos panos,
amarrados, acentuados,
alguns reforçados ou criados pelo soutien.
Marcados pelo sol,
escondidos por um colar,
expondo um mapa de finas veias.
Sempre estamos atentos
alguns aproveitam um deslize dos panos para se exibirem.
São fatais.

Ombros,
acomodam as alças que teimam em cair.
Momento excitante.
Remetem às novelas em que as imigrantes italianas
misturavam-se às uvas e no movimento da colheita
as alças de suas vestes deslizavam,
quase mostrando mais pele do que deveria.

Pescoços,
gordos, magros,
compridos, escondidos.
Adornados por belas joias,
ou pela beleza do nada.
Sustentando pontes para os decotes.
Sim, colares que são apenas pontes para
que a observação regresse aos seios.
Vez ou outra os colares se perdem entre os seios,
pingentes, pedras, até moedas brincam de mostra-esconde
e com nossa capacidade de descrição ao admirar-lhes.

Cabelos,
nesta altura já os observamos jogados para frente,
ou surgindo por trás do corpo.

Rosto,
queixo fino, largo,
com uma covinha personalizada,
muitas com uma cicatriz típica da infância.

Boca,
tímida, volumosa, desenhada,
adornada com uma pequena argola,
pintada apenas com brilho,
aparentemente sempre molhadas.
Repetem a morbidez do preto das unhas,
ou um rosado discreto, pinturas estranhas.
Mas quando há vermelho nos lábios...

Sorriso,
qualquer sorriso,
sorriso fingido, treinado, teatralizado.
Sorrisos,
condutores de alegria,
hipnóticos, radiantes.
Eternizados em fotografias.

Olhos,
pesados,
fingidos, atentos, multicores,
distantes, concentrados.
Margeados,
pálpebras, cílios, postiços.
Pupilas dilatadas.
Vermelhos.
Egípcios,
árabes,
hindus.
Sedutores.

Cabelo,
agora caídos sobre os olhos,
presos,
franjas,
cachos,
lisos, crespos, volumosos,
oleosos, sujos, secos,
soltos ao vento.
Composição.
Coloração.
Pretos, castanhos, loiros, ruivos,
multicores.
Cabelo algum, quem sabe ?

Depois então,
a voz, a pele macia,
atitude nas palavras, fluidez nos gestos.
Jogo de sedução.
É isso que as mulheres dão;
oportunidade de negociar,
jogar
ou servir.

Quando nos colocam ao chão com tudo isso,
ou parte disso,
negociam uma troca generosa conosco.
Recebemos o seleto prazer de deitar
e lhes oferecemos os estímulos que podemos para
por momentos
sentirem percorrer o sistema nervoso
o negociado prazer.

Prazer,
para elas há de se ter dedicação,
atenção, disposição.
E certa dose de abdicação e paciência.

Sexo não é um ato, é uma peça inteira.

Dois,
três,
vários.
Pouca luz, muita luz,
luz da lua, raiar do sol.
Bocas,
epiderme,
toques,
cabelos,
olhos,
pernas sobre pernas,
esconder, revelar,
mudar, manter.
Unhas.
Tremidos, sons, suor.
Clímax,
êxtase,
fluir, jorrar, gozar.
Fim,
sem aplausos,
corações acelerados.

sábado, 9 de março de 2013

But not today


But not today...
maybe outher day.
Anyway, someday. 

"Um jeito de viver na minha cabeça",
quem dera houvesse tempo. 
Mas não hoje, 
quem sabe outro dia.
De qualquer forma, 
mais filme, menos filme
as noites vão passando longe de mim
e eu vou passando perto das paixões que não são minhas, 
da angústias que eu não sofro,
dos amores que não levei ao túmulo. 
E as noites vão passando
para que eu passe longe de mim.

domingo, 3 de março de 2013

No Marco

Azul de cima a baixo,
arte in natura,
cerâmica ou "pixadura".

Rede, pesca e banco
para o velho sofredor,
banco e brisa para os que morrem de amor.

Marco, atraso e cerveja
samba, eletro e blues
cultura viva que lateja
e assim Recife me seduz.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O sol do tempo

É tempo do sol raiar nas minhas letras,
flores desabrocharem nas entrelinhas, 
nuvens dissiparem 
e surgir um céu azul. 

É tempo de navegar na calmaria,
de versos soltos por segundo
de poesia por minuto. 

É tempo de alegrias,
cores nos quadros 
e sorrisos nas fotografias.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ancora


Cai 
cálidas caldas de ti.
Emergem 
sólidas tentações que impelem
versos que naufragam lentamente
numa torrente displicente.

Lampeja
a chama hora acesa.
Incessantes
são os movimentos viciantes
que fazem de mim apenas teu
quando confessas que o primeiro fui eu.

Me arremessa
de uma forma que eu parta as amarras
que fazem de mim uma ancora naufragada 
nas águas mais escuras do amor-morto. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Bike Black

Para começar, é pelo fim.

Micro...
macro segundos, infindos que não cabem em toque algum que tenha sido dado.
Como passos primeiros na areia,
como gole terceiro num vinho tinto ao lado de uma lareira. 

Incontroláveis redes elétricas que descarregam afluentes que alimentam todo meu corpo
que descobriu a ti,
aqui,
em mim,
diante de meus - nunca tão grandes - olhos.
E antes, era apenas o nada. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Menos de 7 horas para o carnaval


Hoje é dia 7. 
Dia 7 pode ser um dia como qualquer outro,
dia 7 pode ser um dia legal. 
Nesse momento estou no telefone com uma operadora de telemarketing. 
Isso poderia até tornar minha noite um saco. 
Mas hoje o dia todo é dia 7, e fazem 7 minutos que sorri o sorriso mais largo dos tempos que passaram me arrastando pelas mãos. 

Era para ser diferente, mas o dia 7 não deixaria ser menos mágico.
Olha só, eu tô falando em magia. Sinais que não apareceram agora por sinal. 

7 é simbólico, meu pedido também. 
Simboliza apenas o que sentia a cada reencontro, que fazia eu sentir aquelas famosas borboletas na barriga do mesmo jeito que senti quando te vi pela primeira vez; simboliza os encontros de nossas playlists que nos faz cantarolar mentalmente ao mesmo tempo; também as poesias hoje azuis, antes vermelhas; simboliza os filmes, os futuros filmes; os livros, é, tem sim que simbolizar os livros; as fotos, as futuras fotos; simboliza acima de tudo que compreendemos a responsabilidade que temos por termos cativado um ao outro.

Hoje não posso tomar um gole, nem tenho a sua companhia, então brindo com a imagem do teu sorriso que não sai de mim.  

- À felicidade ! 
Que nos encontra a cada reencontro. 

7 copos para encher até a borda de tudo de bom para nós. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sexta tu vai me ver

Na calma se faz a alma,
me acalma. 

Na calma é que eu vejo,
teu beijo.

Na calma é o que será,
te amar.

Me acalma.
Me enche de alma.
Me beija,
que logo calmamente
o amor nasce na gente.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Condicional e preferencial

Um relacionamento não é um romance como se pinta nos filmes. Talvez, se racionalizássemos mais, se nos perguntássemos e respondêssemos quais nossas necessidades o outro deve satisfazer e o que podemos oferecer houvessem menos desilusões, procuras incessantes, tempo "perdido".
Penso que um começo é saber e informar o que é condicional e preferencial.

É condicional que seja recíproco. Que ela possa conversar sobre filmes e música. Que ela não tenha complexos com a própria beleza. Que ela seja sincera, principalmente no que diz respeito às minhas atitudes. Que ela seja verdadeira, certos "defeitos" passam a ser aceitáveis se a pessoa age sempre com verdade. Que ela não tenha problemas em estar entre meus amigos, ou se tiver, que saiba fingir muito bem na frente deles. Que não me ligue o tempo todo, de preferência só me ligue por motivos práticos (não gosto de telefone). Que goste de sexo. Que ela entenda minha necessidade de estar conectado (internet) por algum tempo (30 minutos no mínimo) durante o dia. É condicional que não seja uma rotina ou pareça um fardo. É condicional que eu me sinta seguro afetivamente e psicologicamente. Que entenda todo meu eventual engajamento em vários projetos (ao mesmo tempo). Que nunca censure minhas bebedeiras - isso é realmente fundamental -. Acima de tudo que me conheça e quando me conhecer, se ficar, que não pense que eu vá mudar, fique por gostar do que conheceu. Que não seja uma fanática religiosa. Que não seja muito passiva na cama (preguiça na cama não dá tesão). Que seja de Esquerda.
É condicional que deixe o mais claro possível o que quer do relacionamento e de mim - nos poupará tempo e desilusões mais nocivas -.


É preferencial que tenha cabelos longos e naturais. Que goste de boa música. Que não tenha frescurites. Que saiba tornar perceptível a reciprocidade do sentimento. Que beba (álcool) comigo. Que faça sexo oral. Que não seja ateia. Que aprecie poesia. Que leia bons livros. Que saiba o filme certo para assistir e o filme certo para aproveitar o escuro do cinema. Que seja hétero (já namorei uma bissexual e não deu muito certo). Que seja tricolor (torça para o Santa Cruz). Que não seja de Extrema Esquerda nem de Direita. Que goste de ser fotografada. Que goste de fotografar.

Com isso, talvez haja um "até que a morte nos separe".
E talvez sem muito disso também possa haver.
Certo mesmo é que não existem fórmulas.



Texto incitado por: Filósofos questionam a supervalorização do amor romântico

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pra começar

De dúvidas me bastam aquelas que já nascemos com a sina de carregar até a morte
- inclusive a morte é uma delas - . 

Pra vida prefiro as respostas dadas sem perguntas, as certezas.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Bom dia


Penumbra,
música,
mãos.

Olhos, 
nus
olhos.

Bom dia, 
10 minutos
o café. 

Bom dia.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

E tchau

Quero nos poupar dos clichês, 
mas quando penso em você não tenho tempo 
de me lembrar o quanto eles são cafonas
ou o quanto eu poderia pensar de forma autoral 
para te dizer o quanto me afetaste, etcetera e tal.