sexta-feira, 17 de maio de 2013

A rolha e eu

Era uma noite,
uma porra duma estrela não brilhava
eu tava liso, 
nem uma variedade de bebida gotejava.

Me embrenhei armários a dentro,
cada segundo mais sedento
mas só via miojo, alho e coentro.

Era uma noite,
mais para madrugada.
E aquela sede soava como açoite
na busca da garrafa entocada.

Me pus escada acima
só para continuar a rima.
E não é que a bandida
tava ali mesmo escondida.

Depois de encontrada a peleja tava feita,
eu contra aquela rolha miserenta.
Meu sacarrolha da década de 30
contra aquela vedação argentina.

Para lá, para cá
nada cá, nada lá.
A rolha maldita não mexia
e minha paciência se esvaía.

Pedi ajuda a sabedoria milenar da cabala,
fiz um cabalalá, lerê lerê
e nada.
E a sede continuava apertada.

Foi então que resolvi como bom nordestino,
peguei uma peixeira,
estoquei de lá, estoquei de cá,
e aquela rolha foi se soltando
e eu rindo como um menino
vi ela pular para fora
e finalmente saciei a minha sede,
de algo para me apagar.

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