sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O sol do tempo

É tempo do sol raiar nas minhas letras,
flores desabrocharem nas entrelinhas, 
nuvens dissiparem 
e surgir um céu azul. 

É tempo de navegar na calmaria,
de versos soltos por segundo
de poesia por minuto. 

É tempo de alegrias,
cores nos quadros 
e sorrisos nas fotografias.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ancora


Cai 
cálidas caldas de ti.
Emergem 
sólidas tentações que impelem
versos que naufragam lentamente
numa torrente displicente.

Lampeja
a chama hora acesa.
Incessantes
são os movimentos viciantes
que fazem de mim apenas teu
quando confessas que o primeiro fui eu.

Me arremessa
de uma forma que eu parta as amarras
que fazem de mim uma ancora naufragada 
nas águas mais escuras do amor-morto. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Bike Black

Para começar, é pelo fim.

Micro...
macro segundos, infindos que não cabem em toque algum que tenha sido dado.
Como passos primeiros na areia,
como gole terceiro num vinho tinto ao lado de uma lareira. 

Incontroláveis redes elétricas que descarregam afluentes que alimentam todo meu corpo
que descobriu a ti,
aqui,
em mim,
diante de meus - nunca tão grandes - olhos.
E antes, era apenas o nada. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Menos de 7 horas para o carnaval


Hoje é dia 7. 
Dia 7 pode ser um dia como qualquer outro,
dia 7 pode ser um dia legal. 
Nesse momento estou no telefone com uma operadora de telemarketing. 
Isso poderia até tornar minha noite um saco. 
Mas hoje o dia todo é dia 7, e fazem 7 minutos que sorri o sorriso mais largo dos tempos que passaram me arrastando pelas mãos. 

Era para ser diferente, mas o dia 7 não deixaria ser menos mágico.
Olha só, eu tô falando em magia. Sinais que não apareceram agora por sinal. 

7 é simbólico, meu pedido também. 
Simboliza apenas o que sentia a cada reencontro, que fazia eu sentir aquelas famosas borboletas na barriga do mesmo jeito que senti quando te vi pela primeira vez; simboliza os encontros de nossas playlists que nos faz cantarolar mentalmente ao mesmo tempo; também as poesias hoje azuis, antes vermelhas; simboliza os filmes, os futuros filmes; os livros, é, tem sim que simbolizar os livros; as fotos, as futuras fotos; simboliza acima de tudo que compreendemos a responsabilidade que temos por termos cativado um ao outro.

Hoje não posso tomar um gole, nem tenho a sua companhia, então brindo com a imagem do teu sorriso que não sai de mim.  

- À felicidade ! 
Que nos encontra a cada reencontro. 

7 copos para encher até a borda de tudo de bom para nós.