O mundo não pode acabar sem poesia,
nem que eu faça a minha durante o dia,
talvez à noite, enquanto a lua ainda brilha.
Ele planeja o pedido de namoro,
ela dorme e no máximo sonha com um colar de ouro,
em algum lugar a vida fervilha.
Eu não posso ficar sem poesia,
talvez eu não queira mais pensar em poesia,
saias vem, jeans vão, e eu não saio dessa dicotomia.
Guitarras, palco, canto em coro,
será que ela vai encontrar o outro (?),
o mundo acabará com algum choro.
O pedido pensado,
o choro rezado,
o beijo esperado,
o ato ensaiado,
o mundo acabado,
as linhas sem fim,
e o mundo no fim, enfim.
Amanhã nasce outro mundo,
como poesia,
como tela,
como teatro,
todo dia é dia de acabar um mundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário