sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Chichén Itzá

O mundo não pode acabar sem poesia,
nem que eu faça a minha durante o dia,
talvez à noite, enquanto a lua ainda brilha.

Ele planeja o pedido de namoro,
ela dorme e no máximo sonha com um colar de ouro,
em algum lugar a vida fervilha.

Eu não posso ficar sem poesia,
talvez eu não queira mais pensar em poesia,
saias vem, jeans vão, e eu não saio dessa dicotomia.

Guitarras, palco, canto em coro,
será que ela vai encontrar o outro (?),
o mundo acabará com algum choro.

O pedido pensado,
o choro rezado,
o beijo esperado,
o ato ensaiado,
o mundo acabado,
as linhas sem fim,
e o mundo no fim, enfim.

Amanhã nasce outro mundo,
como poesia,
como tela,
como teatro,
todo dia é dia de acabar um mundo.

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